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PGR denuncia Oswaldo Eustáquio ao STF por associação criminosa em atos golpistas

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, investigado por atos antidemocráticos Reprodução/TV Globo A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao ...

PGR denuncia Oswaldo Eustáquio ao STF por associação criminosa em atos golpistas
PGR denuncia Oswaldo Eustáquio ao STF por associação criminosa em atos golpistas (Foto: Reprodução)

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, investigado por atos antidemocráticos Reprodução/TV Globo A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o blogueiro Oswaldo Eustáquio, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele é considerado foragido da Justiça brasileira. A acusação é por associação criminosa. De acordo com a PGR, a conduta criminosa ficou configurada por postagens nas redes sociais e pela participação em manifestações contra a diplomação e posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A PGR apontou ainda que Eustáquio também participou de mobilizações em frente a unidades militares, associou-se a centenas de outras pessoas, com o objetivo de praticar atos que se voltavam contra a legitimidade do sistema eleitoral e contra o Estado Democrático de Direito. Eustáquio participou publicamente dos acampamentos que pediam um golpe de Estado e, segundo a Polícia Federal (PF), chegou a se refugiar no Palácio da Alvorada com medo de ser preso no fim de 2022. O caso tramita em segredo de Justiça no STF. Relator, o ministro Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (5) que a notificação de Oswaldo Eustáquio ocorra por edital para apresentação de defesa prévia no prazo de 15 dias. Oswaldo Eustáquio chegou a ser preso no Brasil, mas foi colocado em prisão domiciliar e fugiu para a Espanha em 2023. Ele é alvo de dois mandados de prisão preventiva por crimes contra a democracia, obstrução de justiça, divulgação de dados protegidos, perseguição, ameaça e corrupção de menores. Em dezembro de 2025, a Justiça da Espanha rejeitou recurso do governo brasileiro e negou a extradição do blogueiro Oswaldo Eustáquio em razão do critério de "dupla incidência criminal" e por entender que há "motivação política" na investigação. O acordo entre os países exige que a conduta criminosa atribuída ao extraditado seja prevista na lei penal do Brasil e da Espanha – ou seja, um crime tipificado nos dois países. A Espanha veda extradição em casos de “crimes políticos ou conexos a este”.

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